Presente
Interessante
quando temos a sorte de cruzarmos com pessoas especiais, que sinceramente te
abraçam e te olham nos olhos.
Ontem tive
essa experiência dentro de mais uma noite daquelas bem malucas e de correria.
Mais uma vez eu estava em uma cozinha preparando lanche para uma
confraternização. Tudo acontecendo normalmente, um grupo de amigos ajudando,
uns cortando as carnes, outros os temperos, conversa solta, risadas, o barulho
familiar das panelas, talheres e tudo mais. Um ambiente fraterno, gostoso de
estar e participar. Pessoas de grande coração que se doam e nada esperam de
volta, apenas esperam fazer o melhor que der para o outro, esperando que o
outro seja bem servido.
E quando se
está em uma situação desta em que os sabores concorrerem com o tempo, em que é
necessário cumprir um horário sem perder a qualidade, vê-se os pés indo e
vindo, levando e trazendo, arrumando mesas, estendendo toalhas, carregando
panelas. Parece mais uma maratona, a cada etapa cumprida um brado coletivo
acontece: "Uhuhu é isso aí! Quase tudo pronto!". Percebe-se o alívio
nos rostos de muitos, não por cumprir aquele objetivo, mas também por ver aqueles
a quem se espera com ar de felicidade e satisfação.
É bom ouvir
que está tudo ótimo, que estava tudo perfeito; É bom ouvir muito obrigada, é
bom e muito gratificante saber que o outro está bem porque tu te propuseste a
isto. É bom saber que o teu esforço coopera para o bem de todos. Há quem
diga que trabalhar para o outro é coisa de gente tonta, boboca, mas eu não acho
que seja. Eu acredito que aquele que se doa é quem, verdadeiramente, recebe.
Ao final de
toda caminha entre o fogão, a pia, as mesas, eu não imagino que estou sendo
observada. Enquanto o trabalho é realizado todos os sentidos ficam envolvidos e
direcionados ao objetivo de servir e, bem servir. Mas como disse anteriormente,
aquele que serve é quem mais recebe. Ao término da atividade, quando se dá
aquela olhadinha para trás para ver se está tudo no lugar, tudo organizado, eu percebo
um sorriso. Não bastando aquele largo e encantador sorriso, recebo um abraço,
um afago acompanhado de poucas palavras: "Vi que você não parou a noite
inteira", e mais uma sequência de suaves abraços aconteceram.
Não preciso
dizer que terminei a noite com a sensação de estar nas nuvens e com a certeza
de quem mais ganhou fui eu.
Terminada a noite fui pra casa, dormi
feito anjo, aconchegada na melhor sensação que um ser humano pode ter: a de ser
abraçada.
#Flavinha
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