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Ana e a borboleta

O clima de final de ano mexeu com as emoções de Ana.Em seu coração borbulhavam pensamentos, sonhos, uns realizados outros não. Ora sentia um sabor alegre diante suas conquistas ora sentia um gosto amargo pelas decepções ao longo do ano. Sentada em um banco típico de praça, nada confortável, observava o céu azul sem manchas, os pássaros apressados de galho em galho, e uma bela borboleta solitária que dançava balé no ar , quando sentiu uma brisa suave em seu rosto e de imediato fechou os olhos e suspirou. Foi tomada de uma profunda paz e leveza, e ali, ela entendeu que a felicidade vai além do concreto, que a felicidade está  na percepção de pequenos detalhes que compõem o todo, assim como o espetáculo de uma borboleta só.

Flavinha

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Ser Humano

É tão bom, tão confortante quando somos entendidos somente por um olhar, um toque e um abraço. E, então,  vejo que assim a existência humana passa a ter seu sentido completo, quando um se faz no outro, quando um completa o outro. #Flavinha

A maturidade e seus encantos

Há um tempo, não muito distante, eu não gostava da chuva. Dias chuvosos sempre me traziam um mau humor e uma tristeza incomparável.  Eu tinha a impressão que todas aquelas gotas que caiam do céu estavam me afogando. Havia um incômodo imenso. Eu não entendia a necessidade da chuva. Não conseguia entender o cinza estampado no céu. Hoje, felizmente, já não penso mais assim. Não que o clima não afete mais meu humor! Afeta! Mas de uma forma diferente. Hoje vejo que a cada gota de chuva que cai é uma oportunidade para o renovo, para o recomeço. Toda aquela água que eu via como algo que gerava transtornos alagando, molhando,  hoje vejo como vida que surge. Uma planta nova nascendo, a natureza respirando, as flores se abrindo. E o mais interessante de tudo é que o cinza do céu não me causa mais dores. Agora ele me traz paz e vontade de renascer e recomeçar. #Flavinha