Pular para o conteúdo principal

Vida em alto-mar


A vida  segue como se fosse um veleiro em alto- mar
Das mesmas certezas que se encontram em mar
Assim são as que a vida se apropria

Altas e baixas marés
Dias ensolarados, nebulosos e tormentosos
Dias de visão limpa ou turva

E mesmo assim, o veleiro segue

A diferença não se faz  nos dias e nos mares
A diferença se faz na tripulação
Aqueles que te acompanham
Sejam eles quem forem
Iguais, parecidos ou muito diferentes do capitão
São eles que dão vida ao veleiro
A cada nó que se dá
A cada vela que se ergue
A cada orientação que se segue

Dentro do veleiro tem espaço pra todos
Independemente da identidade
Independemente do que se fez
Ali não tem cor, não tem status,
Tem-se apenas quem se é

E quem se é
É o que fará o veleiro navegar
Cada um no seu ofício
Cada um com suas habilidades

Aquele a quem cabe orientar
Aquele a quem cabe erguer as velas
Aquele a quem cabe puxar as cordas
Aquele a quem cabe jogar a boia
Aquele a quem cabe ancorar
Aquele a quem cabe...

E neste ponto que vejo a vida
Não importa se é o José, o João ou a Maria
Não importa o que passou, o que se fez
Importa é que cada um faça a sua parte
E o veleiro chegará ao seu destino.

Flavinha



Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

Ser Humano

É tão bom, tão confortante quando somos entendidos somente por um olhar, um toque e um abraço. E, então,  vejo que assim a existência humana passa a ter seu sentido completo, quando um se faz no outro, quando um completa o outro. #Flavinha

A maturidade e seus encantos

Há um tempo, não muito distante, eu não gostava da chuva. Dias chuvosos sempre me traziam um mau humor e uma tristeza incomparável.  Eu tinha a impressão que todas aquelas gotas que caiam do céu estavam me afogando. Havia um incômodo imenso. Eu não entendia a necessidade da chuva. Não conseguia entender o cinza estampado no céu. Hoje, felizmente, já não penso mais assim. Não que o clima não afete mais meu humor! Afeta! Mas de uma forma diferente. Hoje vejo que a cada gota de chuva que cai é uma oportunidade para o renovo, para o recomeço. Toda aquela água que eu via como algo que gerava transtornos alagando, molhando,  hoje vejo como vida que surge. Uma planta nova nascendo, a natureza respirando, as flores se abrindo. E o mais interessante de tudo é que o cinza do céu não me causa mais dores. Agora ele me traz paz e vontade de renascer e recomeçar. #Flavinha